Minha idéia, ao criar o Blog, era postar textos e pela primeira vez vou postar apenas um ou dois comentários (contrariando minha linda companheira, pedagoga, que diz que qualquer escrito é texto, e ela, como sempre, deve ter razão).
Mas o que me fez contrariar a mim mesmo foi que estive relendo Castro Alves, de quem decorei muitos versos no ensino médio, e agora fui ver com outros olhos. Fiquei maravilhado com as riquezas de vocabulário e de rima, com o nível cultural que demonstra em cada um dos poemas. Fiquei com raiva a ponto de largar um livro sem ler todo. Raiva de mim mesmo por não saber escrever nada parecido, tanta que nem sei se ainda vou escrever algo, pois já tinha um pouco e agora vou sentir muita vergonha quando alguém disser que sou poeta. E o pior de tudo: o moleque morreu com 24 aninhos!
terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
ENDORFINA
COMO PUBLIQUEI UM MOMENTO MUITO RUIM COM MINHA DEPRESSÃO, NADA MAIS JUSTO QUE TAMBÉM PONHA O REMÉDIO UTILIZADO, POIS MEUS POUCOS LEITORES NÃO PODEM FICAR SOMENTE COM A PARTE RUIM, E A BOA, NESTE CASO, É UMA GRACINHA: MINHA BELA NETA DE UM ANO E MEIO.
Endorfina
Teu rosto surge a todo instante em meu computador
Lembrando-me o quanto pode ser diferente a vida
Que se num momento me parece bastante deprimida
Tu me vens e por encanto desaparece, de repente, a dor.
Tenho muitas fotos, que vêm em meu socorro
Em poses inteligentes, engraçadas, belas.
E a te admirar eu fico em cada uma delas
E desta forma, logo, logo, da depressão eu corro.
É meio como um Prozac, mas que não me dá sono
E nem me deixa o dia inteiro com as pernas bambas.
É só tocar a vida mesmo quando não se sabe como
Ou se quem vai na frente é o samba ou a caçamba.
E estes momentos que compensam toda a frustração
Me dizem ou chego a sentir que a vida vale a pena
Pois vejo que mora, bem dentro do meu coração
Uma maravilhosa menina que se chama... Helena.
março de 2013.
Endorfina
Teu rosto surge a todo instante em meu computador
Lembrando-me o quanto pode ser diferente a vida
Que se num momento me parece bastante deprimida
Tu me vens e por encanto desaparece, de repente, a dor.
Tenho muitas fotos, que vêm em meu socorro
Em poses inteligentes, engraçadas, belas.
E a te admirar eu fico em cada uma delas
E desta forma, logo, logo, da depressão eu corro.
É meio como um Prozac, mas que não me dá sono
E nem me deixa o dia inteiro com as pernas bambas.
É só tocar a vida mesmo quando não se sabe como
Ou se quem vai na frente é o samba ou a caçamba.
E estes momentos que compensam toda a frustração
Me dizem ou chego a sentir que a vida vale a pena
Pois vejo que mora, bem dentro do meu coração
Uma maravilhosa menina que se chama... Helena.
março de 2013.
domingo, 7 de abril de 2013
ANJALÚCIA
LÚCIA
É difícil fazer versos sobre anjos
Quando não se tem nenhuma fé
Então tive que fazer uns arranjos
Pois estavam pegando no meu pé.
E assim meio em prosa meio em versos
Fui escrevendo, tecendo umas loas
Para esta que tão pouco conheço
Mas é das melhores, dizem as pessoas.
Tendo sempre uma palavra amiga, ainda que quem a ouça não seja amigo de fato, sem precisar de pretexto ela pratica tal ato. Também sempre de bom humor, e se o sorriso não é constante em seu rosto, basta-lhe o gesto, a atitude, para demonstrar com sutileza, que vive para agradar e não só aos mais próximos mas, principalmente, aos que precisam de u’a mão amiga, de um afago no ego, de um carinho, sonoro ou silente.
Amar ao próximo, como a si mesmo. Nunca um mandamento foi tão bem aceito e aplicado de fato. E é algo de si, sem a necessidade e talvez nem mesmo a consciência da aplicação daquele que, para os católicos, é o resumo da vontade de Deus; e, desta forma, ela pode ser lembrada, ou comparada, com esta vontade.
Sem nunca alardear seus feitos, o prazer de servir, de ajudar o próximo, é sua recompensa e seu dom, uma dádiva (para quem precisa), ou um anjo da guarda (para quem crer).
Se é contrariada, e certamente o é, quiçá muitas vezes, não reclama e nem sequer demonstra. Continua em seus afazeres, que não são poucos, e deixa a impressão aos que lhe conhecem que sua vida é uma linha reta, sem ser monótona.
Mas reto mesmo é o seu proceder
Onde não se encontra o que retificar
Só faz concessão a quem merecer
E a gente assim podemos louvar.
Se seu nome tem gosto de mel
Em seu rosto se reflete a paz
Quem sabe, já morou no céu?
Avante Lúcia! É assim que se faz.
De Ana Paula e Stenio, para Lúcia Zuqueto.
Fevereiro de 2012.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
POR ONDE ANDA A POESIA? SERÁ QUE PODEMOS ENCONTRÁ-LA EM QUALQUER LUGAR?
O Lugar da Poesia
O nascimento é quase sempre uma festa
Celebrada como o é a Primavera
E esta está sempre relacionada à poesia.
Mas a Primavera passa e vem o Outono
Que com suas folhas decrépitas deveria
Ser a antítese da vida, da poesia.
Mas o multicolorido tapete, as folhas mortas
Também têm muita beleza e nos inspiram
Passamos a poetar pra o que seria a morte
Morte? João Cabral e Chico. Severina é vida.
Ora tragédia, ora música, bom teatro ou circo.
Vida é morte, morte é vida, é poesia.
Também vejo no lixo, uma garrafa PET
Um jornal amassado ou um ferro velho
Que na mão do artista se transformam
Em algo bem mais agradável aos nossos olhos
Deixa de ser desconforto, para ser poesia
Tirada do submundo, só e pura ousadia.
Se nas entranhas da vida, na certeza da morte
E na imundície do lixo, encontramos arte.
E mesmo não procurando, mas um pouco atentos
Vemos a poesia, entranhada em qualquer parte
Da vida. Seja ela doce, amarga ou somente vivida.
Há poesia no céu, na chuva, na roupa ou na comida.
Água, feijão com alguns temperos adicionados,
Cozidos e liquefeitos, é mistura sem grande valia
Mas se passar pelas mãos mágicas da Noélia,
Vira, ao ser servida, maravilhosa ambrosia
A nos provar que em cada coisa deste mundo
É possível sentir, cheirar, cantar e até comer a poesia.
Stenio, novembro de 2012.
O Lugar da Poesia
O nascimento é quase sempre uma festa
Celebrada como o é a Primavera
E esta está sempre relacionada à poesia.
Mas a Primavera passa e vem o Outono
Que com suas folhas decrépitas deveria
Ser a antítese da vida, da poesia.
Mas o multicolorido tapete, as folhas mortas
Também têm muita beleza e nos inspiram
Passamos a poetar pra o que seria a morte
Morte? João Cabral e Chico. Severina é vida.
Ora tragédia, ora música, bom teatro ou circo.
Vida é morte, morte é vida, é poesia.
Também vejo no lixo, uma garrafa PET
Um jornal amassado ou um ferro velho
Que na mão do artista se transformam
Em algo bem mais agradável aos nossos olhos
Deixa de ser desconforto, para ser poesia
Tirada do submundo, só e pura ousadia.
Se nas entranhas da vida, na certeza da morte
E na imundície do lixo, encontramos arte.
E mesmo não procurando, mas um pouco atentos
Vemos a poesia, entranhada em qualquer parte
Da vida. Seja ela doce, amarga ou somente vivida.
Há poesia no céu, na chuva, na roupa ou na comida.
Água, feijão com alguns temperos adicionados,
Cozidos e liquefeitos, é mistura sem grande valia
Mas se passar pelas mãos mágicas da Noélia,
Vira, ao ser servida, maravilhosa ambrosia
A nos provar que em cada coisa deste mundo
É possível sentir, cheirar, cantar e até comer a poesia.
Stenio, novembro de 2012.
terça-feira, 2 de abril de 2013
AUGUSTO DOS ANJOS?
Um psiquiatra meio maluco me receitou uns remédios para depressão e eu fiquei assim, espero nunca mais vê-lo. Uma pessoa comentou que eu encarnara Augusto dos Anjos. Não exageremos tanto, né?
Niilismo
Tema pomposo dissecado por Sartre, o grande.
Mas é o que venho sentindo ultimamente
E a dormência contínua, será sua acompanhante?
Ou apenas uma antecipação de meu já pouco tempo.
Tento reagir, jogo xadrez, leio, faço ginástica
Nenhuma dessas coisas me traz qualquer alento
O comprimido noturno mesmo com pesadelos
Me dá uma trégua, e por isso eu o aguento
No início da noite o nada me bate em todo o corpo
E não tendo analista, então caço escrevendo
Num esforço bem maior que a produção, mas
Qualquer ganho é lucro, ainda que bem pouco.
É a forma de não ir ao sabor do vento amargo.
Vento que me entorta o corpo, esvazia a cabeça
Que me bambeia aonde vou, em cada passo
Que faz u’amarga revolução em meu estômago
Que me retira a vontade, coagula meu sangue
Coisa tão leve mas, sem vida breve, e ainda,
Que tem o poder de me deixar exangue.
À certas brisas é preferível a tempestade.
Março de 2013.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Parece que consegui reverter o BLOG ao formato original, que menos charmoso mas bem melhor de ler. Como teste vou postar algo. Se der certo continuarei postando.
MODERNIDADE
Sol a pino, mulheres (ocidentais) de burca
Suando em bicas a colher abóboras.
Crianças dão sal ao gado, embalam verduras
Trabalho no campo: exaustivo, inglório, ilegal.
Um ninho de passarinhos, com fugas e cantos
Ao lado da casa “sede”, nem sequer é visto
Não há tempo para deleites, romantismos
A sobrevivência é que lhes dita o dia a dia.
E o trabalho infantil, e a extorsão das mulheres
Vai parar na minha mesa, normalmente farta
E na de gente ainda mais exploradora.
Triste ser humano que seus escravos perpetua.
Os burros de carga coexistem com avançadas
Tecnologias, e estas que a bem poucos beneficia.
Bela musa me diz, como se pode escrever poesia?
Preciso que um bom médium me evoque
De Castro Alves o espírito pra escrever com alma
Sobre escravos modernos, que nem são africanos
E um encosto de João Cabral que me transmita
A fórmula mágica de dizer que a miséria é bela.
Mas a não muitos quilômetros, já na cidade grande
Mesmo que forçado, o povo pobre faz a poesia
Empurrado morro acima na bela montanha
Que desmorona em versos que à musa contraria.
E à noite, quando as luzes mais baixas e mais ricas
Sucumbem à imensidão de vaga-lumes
Me regozijo e, pra não dizer que não falei de flores
Vejo ao longe a bem alto uma via láctea. Belíssima!
Março, 2013
MODERNIDADE
Sol a pino, mulheres (ocidentais) de burca
Suando em bicas a colher abóboras.
Crianças dão sal ao gado, embalam verduras
Trabalho no campo: exaustivo, inglório, ilegal.
Um ninho de passarinhos, com fugas e cantos
Ao lado da casa “sede”, nem sequer é visto
Não há tempo para deleites, romantismos
A sobrevivência é que lhes dita o dia a dia.
E o trabalho infantil, e a extorsão das mulheres
Vai parar na minha mesa, normalmente farta
E na de gente ainda mais exploradora.
Triste ser humano que seus escravos perpetua.
Os burros de carga coexistem com avançadas
Tecnologias, e estas que a bem poucos beneficia.
Bela musa me diz, como se pode escrever poesia?
Preciso que um bom médium me evoque
De Castro Alves o espírito pra escrever com alma
Sobre escravos modernos, que nem são africanos
E um encosto de João Cabral que me transmita
A fórmula mágica de dizer que a miséria é bela.
Mas a não muitos quilômetros, já na cidade grande
Mesmo que forçado, o povo pobre faz a poesia
Empurrado morro acima na bela montanha
Que desmorona em versos que à musa contraria.
E à noite, quando as luzes mais baixas e mais ricas
Sucumbem à imensidão de vaga-lumes
Me regozijo e, pra não dizer que não falei de flores
Vejo ao longe a bem alto uma via láctea. Belíssima!
Março, 2013
terça-feira, 1 de maio de 2012
CAMINHANDO/VIVENDO
NA MINHA OPINIÃO EU NÃO TERIA, JÁ ESCRITO, ALGO QUE VALESSE A PENA PUBLICAR E MEU IRMÃO ERNANDI E EU COMEÇAMOS A "VASCULHAR AS GAVETAS". ELE ENCONTROU ESTE TEXTO QUE NA SUA OPINIÃO É "A ESSÊNCIA DA SENSIBILIDADE DO ESCRITOR REVELADA EM UM ÚNICO POEMA". EU ACRESCENTO QUE O CRÉDITO MAIOR PARA TAL SENSIBILIDADE É DE MINHA PARCEIRA TAFNES.
"Eu conheço pessoas pobres que distribuem sorrisos.
Pessoas ricas, que dividem seu pão.
Pessoas que sofrem, mas comunicam alegria.
Incompreendidas que sabem compreender.
Pacíficas que caminham levando a paz.
Sábias que levam o entendimento a toda parte.
Pessoas bondosas que a todos têm o que dar.
Injustiçadas que souberam perdoar.
Eu conheço essas pessoas, seu segredo é AMAR".
Tânia Lacerda Lima.
Caminhante
Onde passas despertas a centelha da esperança,
Vetustos e embolorados sonhos voltam a cintilar.
Em teus olhos contemplo o brilho das estrelas
Eles refletem a singeleza de teus sentimentos.
Em tua face paira o encanto do firmamento
Será que acompanhas o rastro dos cometas?
Suave é a melodia que entoa tua alma:
riachos sussurrantes, fontes maestrinas.
Ouço o assovio dos ventos, o ramalhar dos cedros,
Sinto o perfume dos bosques por onde passastes,
das multicoloridas flores, das matas orvalhadas,
dos frutos que colhestes em vales distantes.
A lua e as estrelas durante a noite te guiam
Se brilha um raio de luar prossegues teu caminho.
Não existem mapas, a cada passo a vereda se abre,
A trilha se ilumina, prossegues teu rumo peregrino.
Pela estrada vês desertos quedos, campos ceifados
Antro de feras, rochedos, desvios, sombras da noite.
E as estrelas como vagalumes a te indicar o percurso.
Encontrarás colinas, florestas cerradas, mares bravios
Escalarás montanhas, alcançarás o cume dos penhascos.
Teus passos valentes te empurram sempre em frente
Ora lento e cuidadoso, ora lépido e arrojado,
Temeroso ou destemido, ora incerto e vacilante.
Há muitas formas de caminhar e para cada passada
A definição de um novo rumo, novos cenários,
Trilhas inexploradas, aventuras e obstáculos.
Grandes, às vezes, tanto que parecerão intransponíveis,
Mas aos teus olhos tudo será aprendizado.
Nada é casual, tudo é exatamente como deveria ser.
Através das pedras agregas experiência, vivência ...
Durante o dia as árvores se curvam para te abraçar
Enquanto o sol ao longe te contempla e fustiga,
Mas quando ele se ausenta e a lua é toda brilho
Te sentes impelido a um descanso.
Será que tens um porto, um destino?
Indagam teus pés itinerantes, machucados....
Melhor seria ter asas, e não voar no chão.
Alma sempre sedenta, sorve o orvalho celeste
Maná que te sacia, renova as forças, sara as feridas.
Enquanto sem olhares para trás vês tuas pegadas
Indeléveis marcas ... na estrada da vida.
Tafnes e Stenio.
Julho de 2009.
"Eu conheço pessoas pobres que distribuem sorrisos.
Pessoas ricas, que dividem seu pão.
Pessoas que sofrem, mas comunicam alegria.
Incompreendidas que sabem compreender.
Pacíficas que caminham levando a paz.
Sábias que levam o entendimento a toda parte.
Pessoas bondosas que a todos têm o que dar.
Injustiçadas que souberam perdoar.
Eu conheço essas pessoas, seu segredo é AMAR".
Tânia Lacerda Lima.
Caminhante
Onde passas despertas a centelha da esperança,
Vetustos e embolorados sonhos voltam a cintilar.
Em teus olhos contemplo o brilho das estrelas
Eles refletem a singeleza de teus sentimentos.
Em tua face paira o encanto do firmamento
Será que acompanhas o rastro dos cometas?
Suave é a melodia que entoa tua alma:
riachos sussurrantes, fontes maestrinas.
Ouço o assovio dos ventos, o ramalhar dos cedros,
Sinto o perfume dos bosques por onde passastes,
das multicoloridas flores, das matas orvalhadas,
dos frutos que colhestes em vales distantes.
A lua e as estrelas durante a noite te guiam
Se brilha um raio de luar prossegues teu caminho.
Não existem mapas, a cada passo a vereda se abre,
A trilha se ilumina, prossegues teu rumo peregrino.
Pela estrada vês desertos quedos, campos ceifados
Antro de feras, rochedos, desvios, sombras da noite.
E as estrelas como vagalumes a te indicar o percurso.
Encontrarás colinas, florestas cerradas, mares bravios
Escalarás montanhas, alcançarás o cume dos penhascos.
Teus passos valentes te empurram sempre em frente
Ora lento e cuidadoso, ora lépido e arrojado,
Temeroso ou destemido, ora incerto e vacilante.
Há muitas formas de caminhar e para cada passada
A definição de um novo rumo, novos cenários,
Trilhas inexploradas, aventuras e obstáculos.
Grandes, às vezes, tanto que parecerão intransponíveis,
Mas aos teus olhos tudo será aprendizado.
Nada é casual, tudo é exatamente como deveria ser.
Através das pedras agregas experiência, vivência ...
Durante o dia as árvores se curvam para te abraçar
Enquanto o sol ao longe te contempla e fustiga,
Mas quando ele se ausenta e a lua é toda brilho
Te sentes impelido a um descanso.
Será que tens um porto, um destino?
Indagam teus pés itinerantes, machucados....
Melhor seria ter asas, e não voar no chão.
Alma sempre sedenta, sorve o orvalho celeste
Maná que te sacia, renova as forças, sara as feridas.
Enquanto sem olhares para trás vês tuas pegadas
Indeléveis marcas ... na estrada da vida.
Tafnes e Stenio.
Julho de 2009.
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